segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Tubos de cana (... mistério!...)

Ainda não assentei arraiais, mas hoje, finalmente serrei as canas!
Sim! Serrei as canas que há tempos apanhei na berma duma estrada.
Serrei-as, lixei-as, fiz um golpe num dedo, lavei-as, deixei-as secar,
e agora...?
Agora vamos esperar pela oportunidade de mostrar para que servem!
Suspense!!!
Entretanto preciso de falar e gostaria de ser ouvida e compreendida!

Esta época de férias, de pequenas viagens, de praia, de calor... não facilita publicações nem comentários, Por vezes até espreito alguns blogues, mas como não me entendo muito bem com os posts pelo telemóvel e não tenho tablette (pior seria!), só computador portátil, além deste fixo, onde abanco com mais facilidade, acabo por juntar àquelas incomodidades uma certa displicência no que toca aos ditos posts e comentários. 
Quanto aos posts, tudo bem: quem me segue vê logo que ando na lua... apenas desço na pontuação dos Blogs Portugal, onde até já estive muito bem posicionada! Mas deixo as medalhas para os verdadeiros merecedores delas!
Quanto aos comentários, há pessoas que vão comentando, mesmo sem novas publicações; há quem julgue que estou desinteressada e pagam na mesma moeda: também não comentam e eu entendo, mas não faço click no botão delete! Não dá agora... há de dar mais tarde, quando puder!...
Ora vejamos: tenho seiscentos e tal seguidores; comparando com outros blogues, nem são muitos. Só uma dezena comenta, quando comenta, logo, é fácil responder... quando posso! Imagino a dificuldade de quem tem milhares de seguidores! Não me sobraria tempo para fazer mais nada!

Conversa da treta... pensará quem me estiver a ler! 
Mas é o que penso!
Vindo motivação... prometo aparecer e comentar!
Só espero que o calor não me esteja a derreter o cérebro!!!

Ah! Depois publicarei o que sair dos meus tubinhos de cana!
Aposto que alguém sabe!!!

O MEU ABRAÇO DE SEMPRE!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Manta de tear tridente

Está pronta!... 
Quase pronta... porque só falta o picô para arrematar.
E só sobraram estes fios! 
Próximos trabalhos serão para o Miguel,
o meu neto que irá nascer em S. Miguel, antes do natal.
A manta ficou muito garrida, mas engraçada!
Irá viajar até aos Açores, onde não faz muito frio.
Os fios é que não são muito bons:
alguns amarrotam e têm pouca elasticidade.
Assim é que aprendo e não volto a comprar!
Também li!
Gostei muito deste livro do Haruki Murakami,
"Sputnik, meu amor".
Da Margarida Rebelo Pinto,
"O diário da tua ausência",
é apenas isso: um diário, sem nada de especial.
Do clássico Hemingway, que li quando jovem,
peguei agora neste que ainda não tinha lido e estou a gostar muito.
E é aqui nestas areias que leio sempre a eito!
Quando o calor aperta... vou até ao mar!
Este foi o melhor dia de praia: água boa sem ondas!
Nadei!
Volto daqui a dias!
Já vi que há muitas pessoas em férias:
aproveitem-nas bem!
UM ABRAÇO

domingo, 24 de julho de 2016

Por aqui há 8 anos!

Com a foto deste casaco de bebé  dei início a este blog
precisamente há oito anos.
Desde então tenho vindo a mostrar alguns dos
meus trabalhos, que tento fazer acompanhar dum pequeno texto.
Durante estes oito anos criei laços de amizade
com muitas pessoas que me têm fielmente acompanhado.
Por muitos motivos, 
penso que comuns a muitos de nós,
nem sempre agradeço os comentários da mesma forma simpática
como me são enviados.
Aqui vos peço, humildemente, as minhas desculpas!
Confesso que, sendo tantas as amizades virtuais,
acabo por confundir nomes e crio situações caricatas!...
Coisas próprias da idade... 
e assim espero continuar por mais algum tempo!...
Como nestas coisas de publicações há sempre
um pedacinho de vaidade/orgulho... 
vou referir publicações anteriores
 que mais êxito obtiveram, deixando-me de facto admirada!
Estes sapatinhos já foram vistos por 103 093 pessoas!
Nos casacos de tricô para bebé, são muitas as visitas,
um com 60 753!
Algumas receitas como o Licor de tangerina e as Malassadas
também têm tido êxito. 
Hoje não mostro nada saído das minhas mãos!
Apenas a minha gratidão pelo apoio que me têm dado
todas estas boas pessoas, algumas sem ligação a manualidades,
mas muito atenciosas para quem as faz.
A todas estas pessoas que muito estimo envio esta flor, 
símbolo tão singelo do meu verdadeiro carinho.
OBRIGADA!
UM ABRAÇO 

sábado, 23 de julho de 2016

Manta de tear tridente (weavette loom)

Nestes dias que tenho estado aqui na praia 
tenho feito estes quadrados para uma pequena manta. 
O fio (Bambino - Rosários 4) não é quente,
é uma fibra que o torna mais ou menos fresco, 
mas já nem me lembro por que o comprei!
Talvez pelas cores garridas, talvez pelo preço... já não sei
e  também não me lembro que "obra" tinha em mente
quando o trouxe para casa!!!
É macio (talvez daí o nome que lhe deram) e dá um trabalho fácil,
mas não tem elasticidade, qualidade que eu aprecio
num bom fio, que, sendo assim, dá um trabalho mais perfeito,
principalmente em tear.
Mas já que estava num saco, havia que lhe dar utilidade!
Usando o pequeno tear que eu própria construí,
acartei com os poucos utensílios necessários e
deitei mãos à obra, que, como podem ver, vai de vento em popa!
Aqui mostro como se fazem estes quadrados e alguns trabalhos.
Ficam diferentes do croché ou do tricô
e demoram menos tempo a fazer.
Desta vez uni-os doutra forma e o efeito saiu bem.
Quando acabar o fio acaba a manta, esse é ponto assente!
Vou unindo os quadrados mais ou menos à medida que os acabo
para, no final, não apanhar seca!!!
Experimentem a fazer isto.
É um trabalho muito fácil e engraçado!
A mim lembra-me a minha divertida e feliz infância,
que foi quando aprendi a fazer estas coisas com agulhas.
UM ABRAÇO

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Doce de amora ralada

Três dias depois de eu ter chegado a S. Miguel 
bateu à porta o rapaz que o ano passado me tinha vendido amoras.
É um hábito lá na ilha: vendem-se amoras porta a porta.
E o rapaz adivinhou que eu tinha chegado!
Amoras muito macias, doces e suculentas.
Comprei um balde delas... para aí uns quatro quilos ou mais!... 
Lavei-as e deixei-as logo a macerar no açúcar que tinha em casa.
Tive de ir comprar mais e distribuir a mistura em dois tachos
para confecionar a minha compota.
Uma porção maior, depois de atingido o ponto, foi ralada
no passe vite e deu para encher cinco frascos médios.
Ofereci um a uma amiga e os outros vieram comigo
para Coimbra.
A outra porção, que não ralei a pedido da minha filha,
 deu para três frascos, que ficaram com ela, em S. Miguel. 
Juntei o açúcar a olho e, mexendo de vez em quando,
deixei ferver em lume brando até ficar no ponto.
Deixei arrefecer um pouco e ralei, levando de novo ao lume
só para ferver antes de enfrascar.
 Aqui foi usado no meu pequeno-almoço com o chá habitual,
da minha terra!
 Apesar de ter transformado as suculentas amoras em compota,
sei que continuam a ser um alimento muito saudável,
que como, de facto, com moderação... isto é, 
não como todos os dias, mas quando como
gosto de barrar generosamente o meu pãozinho!...
Não pensei no blog quando fiz o doce,
por isso não fotografei as etapas da confeção.
 No fim ficou assim para vos mostrar a consistência.
Se alguém o quiser provar... ainda tenho para oferecer!
Não sou muito gulosa, mas aprecio um bom docinho!
Espero ter aguçado as vossas papilas gustativas!
Para provar esta delícia
terá de vir tomar o chá das cinco comigo!
O convite é feito com muito agrado!
UM ABRAÇO

quarta-feira, 13 de julho de 2016

De novo em Coimbra

Reapareço depois duns dias nos Açores.
O motivo da minha ida agora a S. Miguel foi levar o meu neto para junto da família,
que decidiu ir viver para Ponta Delgada.
Eram os meus vizinhos da frente!...
Por um lado fico triste sem os beijinhos e abraços na hora da chegada da escola. 
Por outro lado fico mais descansada por ter a minha filha perto do meu irmão, cuidando dele e fazendo-lhe companhia.
O meu neto tinha ficado a acabar o ano letivo,
agora era urgente juntar-se à família, por isso fui levá-lo.
Num voo de apenas duas horas chega-se aos Açores.
É facil!
Difícil é sempre o regresso!...
Partimos do Porto
         e duas horas depois era assim:
a vista sobre a doca da cidade que me viu nascer...
... e logo a seguir vê-se bem a casa onde vivemos!
Foram poucos dias, nem deu para visitar amigas.
Algumas, porém, sabendo da minha ida pelo facebook,
apareceram lá em casa para aquele abraço apertado!
É bom ver como depois de mais de vinte anos sem nos vermos
as nossas conversas são retomadas
 como se nos tivéssemos encontrado na véspera!
Meninas quando nos separámos, agora somos avós idosas!...

Não fiz nada com agulhas!
Peguei numa camisola em ponto inglês para o meu irmão,
mas logo a voltei a colocar no saco!
Trabalho começado há uns bons três ou quatro anos,
será terminado quando eu voltar a S. Miguel,
perto do natal, para o nascimento do meu netinho... ou netinha!

Mas fiz doce de amoras silvestres!
Depois mostro-o!
Com limitações na net e falta de oportunidade
não comentei nem agradeci visitas e comentários.
Aos poucos irei retomando o ritmo!

UM ABRAÇO,
desta vez muito saudoso!!!

domingo, 12 de junho de 2016

Suspiros e outras coisas

Ontem fiz suspiros.
Não os fazia há tanto tempo e gosto tanto!
Eu que não sou de muitos doces, gosto imenso de suspiros,
e... coisa mais doce não deve haver!!!...
Como-os para aí umas três vezes por ano...
por isso nem os faço!!!

1 medida de claras de ovos 
3 medidas de açúcar
raspa de limão
Bater tudo em castelo bem firme
 e levar ao forno aos montinhos - 180º - durante 1/2 hora
Apesar de ter feito muitos,  hoje acabaram!
Mas não os comi sozinha!!! 
As minhas teenagers minhotas ajudaram e os pais também!
Para o almoço fiz filetes de maruca 
com arroz de açafrão e ervas aromáticas.
 E mais uma vez a Nina, minha musa inspiradora, 
mostrou-nos uns lindos e preciosos bordados antigos.
Por trazer a uso uma fronha muito antiga e já me ter ocorrido mostrá-la aqui, faço-o hoje, copiando a nossa amiga.
Não é de linho. É de algodão, mas tem uma bainha aberta, bordada por uma tia do meu marido.
A fronha é filha única e ainda traz os botões originais, como eu gosto, mas o bordado é lindo.
 Ultimamente as fotos que tiro com o telemóvel saem assim, rosadas(???)
Na verdade é um telefone... e anda a sair-se mal como câmara fotográfica!...
Agora que já acabei a mantinha e o calor já se faz sentir
vou pegar em linho e bordar, tarefa que costumo fazer nesta altura.
Por agora tenho apenas acompanhado as minhas ajudantes 
que têm vindo nos fins de semana para ajeitar a casa da minha filha
que foi viver para os Açores.
Está quase pronta e depois será para arrendar.
Eu vou dando apoio moral e cozinho para o pessoal.
As minhas forças não dão para muito mais!
Daqui a dias voo para S. Miguel com o meu neto,
que se vai juntar à família depois de ter completado o 5º. ano.
UM ABRAÇO

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Manta de tricô para bebé

Esta foi a manta que comecei a tricotar quando soube
que ia ser avó pela oitava vez!!!
Os dias ainda estavam frescos
e tratei de ocupar todos os momentos... contente e sentada!
 Tem algumas imperfeições... perfeitamente aceitáveis!!!
Claro que estas são a minha assinatura!...
Quando embrulhar nela o meu lindo bebé...
ninguém se aperceberá dos pontos errados!!!
Lindo bebé, sim, a avaliar pela primeira ecografia
que mostra as parecenças com a irmã... que é linda!!!

De seguida mostro alguns pormenores da mantinha
para quem a quiser copiar.
 
A seguir vou mostrar os 7 motivos que usei na manta
com um total de 130 malhas.
Tratando-se de quadrados iguais, 
escolhi motivos com o mesmo número de malhas:
número divisível por 10,  + 2 (para as orlas),
ficando cada quadrado com 32 malhas ao todo.
Todos os quadrados que aqui mostro foram tricotados assim:
- 1 liga, 10 motivo, 10 motivo, 10 motivo, 1 liga -
- no avesso todos os pontos e laças foram tricotados em liga -
- com 45 carreiras -
- na 47ª. carreira tricotam-se essas 32 malhas em meia -
Estes são os sinais dos pontos indicados nas revistas de tricô. 
No Brasil  tricô = liga em Portugal.
Na foto seguinte mostro o esquema que agora engendrei, 
baseado no que também concebi, tricotei e mostrei
O motivo entre os quadrados é, logo na 1ª. carreira,
2 p. de liga alternados com 2 de meia + 2 para as bordas,
com 8 pontos na largura e com 12 carreiras,
também na separação dos quadrados.
A seguir mostro a primeira manta deste género que fiz 
para minha neta Maria Clara.
Os quadrados (uns iguais, outros diferentes)
tinham mais pontos e mais carreiras, por isso ficou maior. 
O fio é igual: le petit, cor 28, da Brancal e trabalhei-o
com agulha nº. 5,5 para ficar bem...
...e podem ver que ficou!!!
Ei pessoal que vai ter netos:
toca a copiar esta manta: é linda, fofa e fácil de tricotar!
Pudera!!!... Com a "papinha" feita é sempre a abrir...
com a vantagem de poderem introduzir outros pontos.
UM ABRAÇO