quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Casaco de trcicô para bebé - tam. 4 - 6 meses

Aqui mostro o passo a passo dum outro casaco que fiz,
com outro número de malhas e carreiras.
Pareceu-me estreito... e este ficou bem folgadinho!...
Com prática acertarei na medida ideal!...
De qualquer forma o casaco ficou engraçado, fofo,
e foi tricotado em 3 serões... e algumas horas de dia,
aqui onde agora estou, com algum tempo livre.
Depois de decorada a lengalenga será fácil, com atenção!
 Usei 3 novelos baby (antialérgico) e agulhas nº. 3,5.
Sobrou fio para um gorro e botas.

A seguir respondo já ao que, por vezes, me perguntam:
começar com 68 malhas:
- corpo: com 51 malhas;
- cabeção com 17 malhas,
sendo 4 para torcidos, 11 para o peito e 3 para o pescoço.
Manga: com 35 malhas, sendo 6 as do punho.
No alfinete ficam 40 m em espera.
Se quiserem copiar sintam-se à vontade!
Há muitos parecidos na net, mais bonitos até, mas este é assim,
e fui eu que fiz!
Dá para vestir com os botões para a frente,
mas eu sempre gostei
de deixar os meus bebés sem fitas nem botões à frente,
para poderem olhar e brincar à vontade com as mãozinhas,
sem perigo de agarrarem essas coisas (perigosas) que enfeitam!
Pormenores para quem quiser copiar ou tirar ideias:
Arrematei com um picô básico de croché,
que também ajuda a aconchegar o decote ao pescoço.
Depois de pronto pensei que, da próxima vinda aos Açores,
acabaria a obra, pregando os botões, que julgava não ter.
Mas acabei por encontrar num embrulho dentro da caixa de cá
os 5 botões que normalmente uso em casacos destes.
Devo tê-los comprado quando comprei os 3 novelos,
mas nunca mais me lembrei!...
Apareceram, como por magia, e ficam bem, não acham?
Este casaco não vai deixar a criancinha enchouriçada...
de certeza absoluta...
mas, da próxima vez, tricotarei um motivo mais adequado
a aumentos e uniões!
Que acham?
UM ABRAÇO

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Pano para bandeja bordado a ponto de cruz

Quando eu estive a última vez em São Miguel
encontrei, no fundo dum baú, uns panos muito velhinhos
bordados a ponto de cruz.
Lembro-me tão bem deles no aparador e no louceiro 
do quarto de jantar.
Mas estavam agora tão velhinhos, guardados pela minha mãe,
se calhar com a intenção de alguém os reproduzir.
Tenho a certeza de que lhe fiz a vontade!
Aqui estão as linhas que usei agora neste bordado
e ficarei, assim, com duas memórias ao usar o pano na bandeja
do meu pequeno-almoço.
Fiz alterações: o ramo era grande para bordar dois,
por isso só fiz um e inventei outro mais pequeno.
Para não ficar com muito espaço em branco, 
resolvi fazer estas riscas castanhas.
Os cantos são retangulares, porque o quadrilé assim o exigiu.
Em tecido que não desfia, faço os cantos em diagonal, 
como manda a lei!

Gosto de recordar a minha infância feliz
e com este pano, tão simples,
lembrar-me-ei sempre da minha casa de Ponta Delgada 
e dos tempos felizes em que éramos seis à mesa!
Agora a casa tem outra disposição e novos residentes,
mas, curiosamente, continuam a ser seis à mesa. 
Dos anteriores só um se mantém: o meu irmão.
Os outros cinco são a minha filha mais nova e a família.
A partir de manhã seremos oito... durante quinze dias!
E é assim que vou saltitando de casa em casa...
se quiser estar com os que escolheram outros lugares para viver!
UM ABRAÇO!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Meias de tricô com 5 agulhas

A minha neta Beatriz pratica patinagem em patins de quatro rodas.
Ofereci-lhe uns patins para que pudesse praticar fora do ginásio.
Ora, com 8 anos e 18cm de pés... 
convém dar uma margem no tamanho para que os patins 
possam servir até aos 12 anos... pelo menos!
Tinha em casa este fio muito macio (NANNY PRINT - Rosários 4) 
e usei-o para tricotar as meias que vão ajudar a conchegar os pés
dentro dos patins.
Aqui poderão encontrar a receita que costumo seguir,
embora desta vez tenha feito uma alteração no calcanhar.
 Aqui mostro a Beatriz a posar artisticamente para a avó babada!
Já nem sei há quanto tempo comecei a tricotar estas meias brancas
que mostro a seguir na última foto.
Daquelas coisas que acontecem a muito boa gente:
começa-se um trabalho, enfia-se muito direitinho num cesto,
aguarda-se a oportunidade de o terminar...
e, de repente, perde-se-lhe o rasto!...
A obra incompleta cai no esquecimento 
e só reaparece quando se procuram, por necessidade,
aquelas agulhas... guardadas com a peça inacabada!
Foi o caso!
E passou tanto tempo que eu já não sabia se, continuando a tricotar,
conseguiria fazer a outra meia igual!... Mas fiz... muito parecida!
Parece que não ficaram muito mal, apesar do ponto irregular,
que ficará perfeitinho depois da primeira lavagem!
Estas vão servir para eu usar com os botins
em dias de muito frio, que se farão sentir... lá para janeiro!...
E as meninas? Também tricotam peúgas?
Parece tarefa difícil, mas não é! Até eu faço!!!
UM ABRAÇO

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Gorro de tricô para bebé - "aviador"

Por estes dias tricotei este gorro que eu acho um mimo!
É tão fácil... tão fácil, e à primeira vista, parece que não!
É um modelo muito antigo que eu até já AQUI mostrei
e que foi consultado mais de 18 mil vezes!
Desta vez repito a ideia, mas com outro gorro
para quem o quiser copiar. 
Ficou assim para bebé de 0 a 3 meses, mas cresce com o uso!
O ponto usado é liga, no Brasil chamado ponto de tricô.
Não leva pompom porque...
aviador que se preze não usa tal acessório!!!...
Fica assim mesmo!
Ora vamos então tricotar:
lançar 103 malhas na agulha e, a partir daqui, colocar marcadores
após 4 carreiras, como mostro na foto seguinte:
Tricotar nas voltas de número ímpar (lado direito):

1 p (ponto de liga ou tricô), 1 aumento escondido, 14 p, 3 p juntos, 18 p, 1 laça, 1 p, 1 laça, 13 p, 3 p juntos, 13 p, 1 laça, 1 p, 1 laça, 18 p, 3 p juntos, 14 p, 1 aum. esc, 1 ponto.
O avesso (voltas de número par) é sempre em liga (tricô).

Um pormenor para ajudar!
Quem não quiser fazer laças poderá fazer aumentos escondidos.
Mas eu acho que os buracos das laças ficam engraçados!
Arremata-se assim depois de 40 carreiras.
Coser:
Fazer uma pequena tira com uma aselha para o botão
e coser ao gorro. Preguei um botão bege de madrepérola.

Na minha Guida, com cabeça de recém-nascido, ficou bem.
No Fernandinho, com cabeça de 6 meses, ficou justo!
O tamanho poderá ser ajustado à medida que pretenderem,
aumentando uns pontinhos e umas carreiras,
 não esquecendo a simetria.
Com o frio que já se começa a sentir
os bebés ficarão com a cabeça e ouvidos bem protegidos...
 prontos para comandar voos em sono bem quentinho!...
Quem vai fazer este mimo para oferecer a um amiguinho?
UM ABRAÇO

sábado, 28 de outubro de 2017

Casaco de tricô com capuz para bebé - tam. 10 meses

Fiz este casaco nos Açores, para o meu neto mais pequeno.
Tinha lá este fio e achei que iria condizer com a cor
dos lindos olhos deste meu querido neto que é tão lindo!...
Estava com receio de que o fio não fosse suficiente 
e também não calculei bem o tamanho!
Mas não voltei atrás! Alguém iria vestir este casaco!
O meu neto tem onze meses, mas é muito grande.
Irá vestir este casaco apenas uns dias, depois passará para
o filho da senhora que tem cinco filhos e está novamente grávida!
A seguir irei mostrar fotos com explicação do que fiz.
Algumas estão desfocadas, mas dá para perceber!
É muito fácil e, mesmo à justa, veste muito bem.
Aqui vão:

 Com este fio tricotei usando agulhas nº. 4.





 Para fazer o capuz levantei 60 malhas no decote 
e tricotei até achar que estava na medida,
 Mas na primeira carreira do capuz eu deveria ter aumentado
1 ponto de 8 em 8 malhas, para que o capuz
ficasse mais amplo.
Neste não fiz aumentos e o capuz ficou pequeno!...
Os 3 botões (1 apenas parecido com os outros 2...) 
foram encontrados na caixa de costura da bisavó Teresinha!
Vejam como o meu neto estava divertido com o casaco novo!
 Para tricotar um casaco como este, 
em tamanhos maiores ou mais pequenos,
será fácil fazê-lo com o esquema que aqui mostro 
e que é mostrado em muitos sites da net.
Mas se tiverem dúvidas, estarei aqui para ajudar.
Aguardo o vosso comentário que é o forte incentivo
para os meus tricôs e respetivas publicações.
Obrigada!
 Em pose séria para o blogue da vovó,
fica aqui esta foto do meu neto, que me deixa em lágrimas.
Um dia destes irei vê-lo outra vez e também os irmãos,
mas estou a perder momentos irrecuperáveis da vida!
UM ABRAÇO

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Papas laberças com farinheira e queijo ralado

 Papas laberças com farinheira
 
 Ingredientes:
3 colheres de sopa de azeite
1 alho-francês médio (só a parte branca) 
1 dente de alho
1/2 farinheira
2 folhas de couve de caldo-verde
1 colher de café de cominhos
1/2 colher de café de sal
1 pitada de piripiri ou pimenta
1 colher de café de açafrão das Índias
2 colheres de sopa de farinha de milho
 queijo flamengo ralado

A preparação está nas fotos, mas eu dou uma dica:
levar ao lume o alho-francês e o dente de alho picados.
Desfazer a farinheira sem pele.
 Juntar água quente e a couve e deixar cozer, mexendo.
Juntar cominhos, sal, piripiri e açafrão.
Vai-se juntando água quente.


 Desfazer a farinha de milho num pouco de água fria
 e juntar ao que está ao lume.
Mexendo sempre, deixa-se cozer até ficar uma papa.
 Deitar num recipiente
 e espalhar por cima queijo flamengo Terra-Nostra ralado.
 Deixando arrefecer ficou assim... lindo!
 Podem-se comer estas papas frias, 
mas estas foram para o prato ainda mornas!
Papas


      Xarém ou xerém no Algarve e também em Cabo Verde, papas de milho na Madeira, canjiquinha no Brasil, polenta na Itália, papas laberças na Beira-Alta e mais designações por esse mundo fora… vão dar ao mesmo: papas de farinha de milho com moagem mais ou menos fina, que são cozinhadas com o que se lhe quiser juntar!!!


      No Algarve o xerém é preferencialmente feito com amêijoas, pelo menos é o mais afamado. Mas não deixam de ser papas!

      Na Itália é a polenta, ou seja, papas!

      Em Cabo Verde, o xarém é exatamente igual ao do Algarve; apenas os ingredientes e as gorduras poderão fazer a diferença. São igualmente papas!

      Na Madeira, não há dúvidas: são mesmo as papas de milho.

      No Brasil há zonas onde lhe chamam canjiquinha, mas o país é tão extenso, não é de estranhar que seja conhecida em Pernambuco e não a conheçam em Santa Catarina ou na Amazónia! Mas não deixam de ser papas!


      Nem é preciso ir para tão longe! Mesmo em Portugal há muitas pessoas que nunca ouviram falar em pratos típicos das nossas várias regiões.

      Mas eu respeito as tradições e não vou para a Beira-Alta dizer que as papas laberças não são papas laberças, mas sim xarém ou polenta!


      Aqui no blogue eu já mostrei as que faço como a minha avó paterna ensinou à minha mãe, à moda da Beira-Alta. Fazendo estas… podem-se fazer todas as outras variantes. É uma questão de imaginação e gosto pela coisa!...


      Atenção! Eu não estou a falar para vegetarianos! Não estranho nem critico os que o são, e eu própria faço algumas refeições vegan por comodidade!


      Sei que há muitas pessoas que não gostam de alguns alimentos. Vai sendo cada vez mais difícil encontrar pessoas que comem de tudo. Não gostam de favas, de lentilhas, de beterraba, de papas!… E o pior são as que franzem o nariz e até se dizem enojadas (coisa nada delicada de dizer diante dos apreciadores!...) quando alguém diz que gosta muito de, por exemplo, caracóis, sarrabulho, tripas, cabidela, farinheira, língua, rabo de boi, mão de vaca, bochechas, maminha… 


       Só me deu para isto porque hoje cozinhei estas papas laberças que inventei para o almoço. Gostámos muito, apesar do meu filho as ter achado muito calóricas! Acho bem que ele, no auge dos seus lindos e elegantes 44 anos se vá preocupando com isso das calorias!... Não é prato que eu faça assim com tanta frequência, mas...


      A sopinha foi de tomate, mas desta feita, em vez de batata coloquei 4 colheres de sopa de flocos de aveia. Depois de triturada deitei cebolinho e salsa picados. Ficou boa, macia e bonita!


      Mostro as fotos das etapas, apenas para as cozinheiras inexperientes que gostam de tudo!!!
      Divirtam-se inventando na cozinha... como eu!
Aguardo as vossas invenções!
UM ABRAÇO

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Desenhos a lápis de carvão

Como não tenho pegado em agulhas, 
mostro o que fiz há dias 
quando peguei no lápis de carvão!
Esclareço que estas minhas netas mais velhas
são muito mais bonitas do que o desenho que fiz a olhá-las!
Ficando sossegadas por um quarto de hora
- coisa que estas duas meninas sempre fizeram sem esforço -
apanhei-lhes a feição, embora sem grande precisão. 
É apenas um desenho feito por mim!
Aqui é a Maria Teresa:
 Aqui é a Maria Paula:
filhas da minha filha Teresa Paula.
Fica aqui um cheirinho da minha vertente artística!...
Que acham?
Ah! Estas netinhas estão a estudar artes 
e desenham muito melhor do que avó 
que estudou línguas!
UM ABRAÇO