quarta-feira, 24 de maio de 2017

Dois casacos de tricô para bebé (tam. 0-3 meses)

Já tricotei estes dois casacos há algum tempo, mas só hoje os mostro.
Aqui 
explico como se faz este modelo. Parecendo difícil, não é!
Só tem um "segredo" no ombro, mas já o desvendei
e poderemos aplicá-lo noutros casacos... que é o caso!
O casaco que explico fica um pouco maior, mas o tamanho
poderá ser ajustado quer na espessura do fio e agulhas,
quer na quantidade de pontos e carreiras.
Quem já sabe tricotar poderá copiar e aplicar outros pontos.
E como tinha estas botinhas para menina... juntei-as na foto!
A seguir (não parece o mesmo... mas é!) fotografei-o aberto 
para mostrar como começa com um ponto e acaba num ponto.
Depois é só levantar e tricotar as malhas do decote
e fechar as mangas.
 Aqui estou a fechar as mangas de um dos casacos,
mas neste apliquei a técnica de voltar para trás na cintura,
como assinalo com as setas azuis. Fica mais elegante!
A técnica do ombro está assinalada a branco.  
 Nenhum destes casacos será para netos meus...
mas, oportunamente, ambos irão vestir bebés lindos!
Entretanto acabei um outro casaco que estava esquecido num saco!
Dará para outro post... já que, por aqui, o calor já se faz sentir
e a lentidão vem associada a ele!...
Não tenciono parar só porque está calor, 
mas terei de me dedicar a trabalhos mais frescos.
Espero que gostem e copiem estes modelos.
São como os que geralmente faço e gosto imenso de os tricotar
em liga: o ponto que acompanha o cresimento do bebé!
O meu neto Miguel ainda veste o casaco de recém-nascido
e já está com 5 meses e 16 dias!!!
Vejam:
Que tal?
UM ABRAÇO

sábado, 20 de maio de 2017

Pegas, panos de cozinha e tear tridente

Eu comento que não tenho feito quase nada de mãos...
mas na verdade agora vou mostrar o que tenho feito
ao longo do tempo em que não publiquei nada aqui.

Falta de vontade... preguiça... desmotivação...
não sei bem por que não tenho publicado mesmo o pouco
que tenho feito... sim, porque ao serão
tenho sempre agulhas entre os dedos. 
À tarde tento desenferrujá-los sobre o teclado do piano,
mas nesta ocupação fico triste com a perda de agilidade!...

Fiz dois casaquinhos de bebé, mas hoje mostro estas utilidades
para oferecer às amigas... quando me dizem que gostam muito!
Chegando o tempo quente não pego em lãs, 
mas não fico parada!
 A nossa amiga Nina 
-  minha muito querida amiga Nina -
dotada de soberbo talento e inesgotável energia,
entre inúmeras outras qualidades, 
tem-me dado imensas ideias. (Obrigada, querida!)
Já tive aquela energia e ideias... mas sem a sua exuberância!
Já me sinto com falta de ideias e pouca energia,
mas a minha musa inspiradora dá-me alento
e transporta-me ao tempo em que eu fazia tudo... quase tudo!...
Na poupança sou como a Nina! Não deito nada fora!
Aproveito todas as migalhinhas nas receitas de culinária, 
todos os retalhinhos nas costuras, todas as pontinhas de fios
nos tricôs e crochés 
e com restinhos de algodão tenho feito o que agora mostro:
pegas para as asas das panelas e para as tampas, sim,
tenho algumas que aquecem!
 Na Ravelry encontrei estes panos de cozinha e desde então
 tenho feito muitos para mim e para oferecer.
São ótimos para limpar a bancada e o fogão, 
têm de ser feitos com algodão/trama, sem fibras sintéticas.
Quando não tenho nada que fazer... faço estas coisas
sem olhar para as agulhas que deslizam entre os fios
enquanto vejo cinema na TV.
 Este dos restinhos com amarelo, 
foi tricotado com três fios finos que dobei juntos.
Durante arrumações mergulhei no baú das linhas antigas
e meti mãos à obra.
 Mostro os quadrados do tear tridente que eu própria construí.
Usei fios esquecidos e vou agrupando em montinhos de dez
enquanto penso no que farei a seguir com eles!
 Estes quatro quadrados com 30cm de lado 
aguardam envio para mantas solidárias.
 Não podia acabar melhor este post:
uma das minhas netinhas de 7 anos que quis aprender
esta técnica com a vovó! 
Muito habilidosa, observou, pegou e teceu!
Na próxima "aula" irá aprender a entrelaçar o fio no tear
antes de tecer. 
Em casa poderá fazer mais, porque eu fiz-lhe também um tear.
Agora, depois de análises, consultas médicas, visitas à família,
convívios com colegas e amigos de muitos anos,
ida à capital por duas etapas e com regresso pelas capelinhas...
vou ver se consigo retomar a rotina visitando os vossos blogues
e também não deixando arrefecer os meus!
UM ABRAÇO

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Blazer

Não sou pessoa muito interessada em moda.
Compro roupa só quando preciso e não só porque gosto!
Vou usando o que ainda me serve 
e fico contente quando visto roupa com muitos anos:
quer dizer que não engordei... mais do que já estava gorda!!!...
Desta vez achei que precisava de um blazer à medida.
Faço umas costurinhas, mas casacos... nem me atrevo!...
A modista aqui perto de casa está velhota e já não costura.
De vez em quando eu metia-lhe nas mãos tecidos 
e a senhora chegou a fazer-me umas roupinhas muito giras!
Para este casaco lembrei-me da nossa amiga Mira
que costura muito bem, por trabalhos que vi da sua autoria.
Eu estava à espera de poder mostrar-vos o meu casaco novo
quando saísse com ele, mas como não saí a modos de o usar...
fotografei-me quando cheguei a casa e o vesti para ver como ficava!
Fica muito bem!
Numa saída para perto da capital do norte, onde fiquei vários dias, 
resolvi colocar o tecido nas mãos da Mira 
e confiar no seu gosto: quem costura sabe o que se usa!
Tirou-me as mediiiiiidas... e eis o resultado:
uma nova fatiota e eu toda janota... 
pronta a desfilar!
 Durante as provas sempre passámos um tempinho juntas
e os maridos ficavam a conversar sobre literatura
enquanto a Mira me ia acertando os centímetros!...
O Luís, seu marido, possui uma vasta e rica biblioteca, bem como
uma invejável coleção de discos de excelente música erudita.
A foto mostra como a Mira é uma pessoa meiga e alegre.
Gostei muito dos momentos passados com este simpático casal.
Um dia destes saio para estrear o meu lindo casaco novo!
Obrigada, Mira!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Torta de espinafres com queijo creme e salmão fumado

Cinco dos meus netos (os do meio!) iam passar o fim de semana connosco.
Eu queria estar com eles a maior parte do tempo possível!
Tratei de fazer comidinhas do agrado de todos para depois
só ficar a olhar para eles!...
Entre outras, fiz o meu Colchão de noiva,  (com alterações!), 
e desta vez inspirei-me numa receita que vi na TV:
coloquei espinafres no polme e quando saiu do forno,
recheei-o com queijo creme e salmão fumado.
Ficou assim e, a seguir, vou dizer como o fiz com estes ingredientes:
para o polme:
1 molhada de espinafres
3 ovos
2 colheres de sopa de óleo de amendoim
3/4 chávena de farinha de trigo
1 colher de café de fermento
1 chávena de leite
2 dentes de alho
1 pitada de sal
para o recheio:
1 embalagem de queijo creme philadelphia (150g)
2 embalagens de salmão fumado (200g...?)

Cozi os espinafres, escorri-os muito bem, apertando-os, e...
 ... triturei-os com 3 gemas, 2 dentes de alho, sal, óleo...
 ...farinha e leite.
 De seguida envolvi as claras em castelo e levei ao forno,
na forma quadrada do fogão...
... como a seguir mostro:
 Depois de cozido, cerca de 3/4h, 
(mais tempo do que a receita sem os espinfres!),
virei por cima dum pano húmido, espalhei o queijo creme
aos pedacinhos  e depois as fatias do salmão fumado.
 Enrolei  e coloquei na travessa.
 Ficou muito macio e saboroso...
 ... pois provei logo ali as aparas das bordas! HUM!!!
Os netos gostaram muito e é receita que irei repetir.
Inspirei-me numa receita que vi num programa de TV.
Por vezes, enquanto tomo o pequeno-almoço, vejo na TV
programas de culinária... e tiro ideias para o almoço!
Nem todas as receitas que vejo me agradam,
mas esta despertou-me a atenção e fez-me lembrar a torta da Gracinha!
Quem não gostar de espinafres poderá fazer doutra forma.
Os netos gostam, porque o Popeye os comia para ter muita força!...
UM ABRAÇO

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Pano de tabuleiro com bordado

Hoje acabei este pano que resolvi oferecer-me!
Costumo tomar o chá das cinco e transporto a chávena no tabuleiro com panos de bandeja que abundam na gaveta.
Mas apeteceu-me fazer este!
Quando, em pequenas, aprendíamos a bordar nas aulas de Lavores, punham-nos nas mãos um pedaço de linho para fazermos panos de tabuleiro! Era coisa pequena para acabar depressa... quando se acabava! Acho que isto aconteceu com todas as meninas  da minha geração, que agora rondam a minha idade. E bordei este pano não por falta dos referidos, mas porque resolvi copiar o desenho das três chávenas que a minha mãe me tinha deixado trazer da nossa casa de Ponta Delgada, deixando lá seis.
As chávenas são assim grandes, antigas, fininhas... 
como eu gosto para me consolar a beber um chá!
Reproduzi a olho o desenho da loiça e bordei apenas um ramo ao meio, por achar que nos cantos qualquer bordado ficaria tapado. O resto estava muito branco, por isso inventei uns arabescos que bordei a ponto pé de flor. Ficou assim muito simples, mas muito do meu agrado!
Para escolher as linhas fui pesquisar dentro da caixa que herdei duma grande amiga de família, a avó dos meus primos. Ainda organizadas por esta querida e saudosa amiga encontrei os tons das linhas ainda enroladas em cartões que, a certa altura me despertaram a curiosidade. Desenrolei um restinho de linha e desdobrei o cartão: era um convite para um baile no carnaval de 1946! E outro cartão era da participação dum casamento, em 1958. Lembro-me que a minha mãe também enrolava as linhas, mas em cartões que recortava.
 
Não conseguirei gastar todas estas linhas, mas irei utilizá-las em trabalhos que, depois, me irão lembrar a pessoa a quem pertenceram. As minhas filhas já não conheceram, mas irão lembrar-se do que eu lhes transmiti e irão dar utilidade a estas verdadeiras relíquias.
Este foi um post com cheiro a antigo, duma pecinha tão singela, de aparência insignificante, 
mas de grande valor para mim.
Estas são as pequenas coisas a que eu tanto me apego e me fazem reviver um passado agora já tão distante.
 As minhas linhas, já mais modernas, estão assim organizadas e foi com elas que bordei o meu quadro a ponto de cruz e que vou mostrar no fim.
 Foi com elas linhas que bordei este meu orgulho:
espreitem!
 UM ABRAÇO

quinta-feira, 9 de março de 2017

Manta de tricô feita na máquina Singer Solo

Tricotei esta manta na máquina Singer Solo.
Tinha restos de fios todos da mesma qualidade 
que não davam para mais nada senão isto... e decidi!
Já fez jeito porque é uma manta leve e rústica,
para estes últimos serões que já não pedem aquecimento. 
Beges, tinha aqui muitos das sobras das camisolas que fiz
também na máquina, para o meu irmão e o meu marido.
 Esta é a máquina que tenho há uns trinta e tal anos,
a que agora dou uso só de vez em quando, 
mas onde passei boas tardes a tricotar frentes, costas e mangas 
de muitas camisolas e casacos para todos aqui de casa.
Os revesilhos eram feitos à mão, aos serões na TV.
Podia fazer os revesilhos na máquina, e fiz alguns,
mas à mão dão um acabamento mais "manual"!
 Tenho a máquina num quartinho muito pequeno
e enquanto tricoto vejo a torre da universidade e o sol,
por entre as cortinas translúcidas.
 Fiz umas tiras com as cores mais ou menos à toa...
 ... e nos momentos em que não havia espetadores de TV...
aproveitava para ir unindo as tiras.
 Depois foi só arrematar com o picô mais simples que há em croché!
Como a bainha queria revirar e enrolar,
passei-a a ferro com um pano húmido para a abater!
Nem me preocupei com o avesso: vai morrer assim mesmo!!!
Antes de irmos fazer oó... 
a mantinha fica dobrada para ser usada no serão seguinte.
Daqui a dias vai para o armário!
Aqui está a vantagem desta máquina que não é automática:
rapidez e pontos perfeitos!
Fi-la em poucas horas de duas tardes e acabei-a em três serões.
UM ABRAÇO


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Poncho de tricô (cont.)

Este foi o poncho que tricotei nos Açores, 
mas hoje, já cá no continente, e a pedido de algumas meninas,
 vou exibi-lo vestido: e sim, cai em bico exatamente igual 
à frente e atrás.
Por este ano só o usarei mais duas ou três vezes,
porque, em pleno inverno, tem feito dias amenos,
de sol muito quente para a época.
 Cosendo assim só um bocadinho do retângulo com 1,7 m,
fico com os braços disponíveis, bem agasalhada
e com as protuberâncias indesejadas devidamente tapadas!...
 Aqui vou mostrar o poncho que, quando eu me fartar...
se tornará numa ótima manta... muito quente e macia!
Basta descoser o que agora cosi.
Ainda só cheguei há uma semana, trouxe o meu irmão,
mas ainda não peguei em trabalhos a sério.
A minha rotina ainda não corre a meu jeito...
e antes de a retomar ainda irei regressar à minha ilha,
desta feita apenas por uma semana.
Amigas açorianas convenceram-me a trocar
(só por umas horas... digo eu!) as agulhas pelos pincéis!
Apesar de me dar melhor com o lápis de carvão,
tentarei fazer a vontade às minhas conterrâneas.
Saindo alguma coisa de jeito, virei aqui para vo-la mostrar.
Fora da minha rotina sinto-me como peixe fora da água.
Sinto que estou afastada deste espaço e tempo na net
e preciso deles para continuar a estar convosco.
As amizades virtuais fazem-me falta e eu tenho sido ingrata!
Não tenho comentado, nem tenho agradecido a simpatia
de tantas pessoas que me visitam aqui e deixam
comentários, apesar da minha ausência.
Peço que me desculpem!
Gosto muito de vocês!
UM ABRAÇO



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Casaco de tricô para bebé - tam. 0 - 3 meses

... e mais umas coisinhas daqui deste lado!
Outro casaquinho no corpo do dono!
O meu netinho Miguel vestiu-o alguns dias depois de nascer,
mas agora que tem um mês e meio fica-lhe mesmo bem.
Para este neto não tricotei muitos casacos,
porque ele herdou alguns que foram dos primos
e até da mãe.
Por aqui somos muito poupados e, nestas coisas, conservadores.
Se há roupa boa que deixou de servir a uns,
passa para outros.
Necessário é poupar e aproveitar o que ainda está bom.
E como bem diz o povo: no poupar é que vai o ganho!
Aqui mostrei como tricotei este casaco 
que fica tão bem a bebé-rapaz!
E como não sei estar de mãos desocupadas,
peguei em mais uns novelos, desta vez, na tal cor de jovens,
e tricotei outro poncho.
Este vai para uma prima muito querida, 
que se encantou pelo que eu copiei (doutra prima!) para mim.
É a chamada família dada a tricôs... e garanto-vos que é verdade!
Herdei este gosto, tanto do lado materno, como do paterno,
incluindo tias por afinidade! 
Bem!
Este ainda não está pronto, mas faltam só umas carreirinhas!
Como fui entregar dois novelos que sobraram,
acabei por trazer mais uns para o próximo trabalho:
um colete para mim. 
Gostei dos tons do matizado e diria até que (quase) o comprei
pelo jeitoso jovem cavalheiro retratado no rótulo!... ahahah...
O fio é acrílico, sem mistura de lã, e é muito macio. 
Penso que vai dar um trabalho ao meu gosto.
O poncho bege que fiz para mim é muito quente
para o clima de cá. Vai fazer-me muito jeito em Coimbra!
Por cá tenho andado assim, em mangas de camisa!
O vento não é frio. Só me incomoda porque me despenteia!

O cimo da Barrosa, que ao fundo se vê com nuvens,
é onde estamos na foto seguinte. 
A temperatura é ligeiramente mais fresca, mas não senti frio.
Em contagem decrescente para o regresso, já sinto saudades
deste mar, desta temperatura, das pessoas amigas...
até do vento ameno...

... mas, principalmente, destes lindos olhos!!!
É por causa deles que não tenho aparecido por aqui!...
Não sei o que vai ser de mim!...
Ainda aqui estou e já choro de saudades!...
UM ABRAÇO